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Parceria Museu Nacional/ URCA e UFPE em descoberta inédita de ovos de pterossauros com embriões preservados

Parceria Museu Nacional/ URCA e UFPE em descoberta inédita de ovos de pterossauros com embriões preservados

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Em parceria como Museu Nacional, pesquisadores da URCA, Renan Bantim, e Prof. Xin, que realiza intercâmbio China/Museu de Paleontologia da URCA, participaram da pesquisa e do lançamento da descoberta.

Pesquisadores brasileiros e chineses encontraram mais de 300 ovos e centenas de restos de esqueletos de pterossauros, na região de hami, noroeste da China. Trata-se da maior concentração de ovos de vertebrados extintos conhecidos até então e que estavam em um bloco com pouco mais de de 3cm². O material é procedente de ronhas formadas há aproximadamente 100 milhões de anos, período geológico denominado de Cretáceo Inferior, e reúne, além de mais jovens e adultos, os primeiros embriões, preservados em três dimensões desse grupo já encontrado.

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A descoberta foi apresentada na última quinta-feira,30, em entrevista coletiva no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pelo paleontólogo Alexander Kellner, um dos brasileiros integrantes da equipe de pesquisadores da China, que também contou com o trabalho de pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (URCA), Renan Bantim, do Programa e Pós-Doutorado para Jovens Doutores, e da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Juliana Sayão, além do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia da China.

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Tridimensionais

Segundo Kellner, até a presente data se tinha conhecimento de três embriões, dois da China e um da Argentina, todos preservados compactados. “Essa é a primeira vez que embriões são encontrados com os ossos tridimensionais que possibilitaram, inclusive, a elaboração inédita, de estudos de sessões osteohistológicas – que são lâminas dos ossos – de embriões”, salienta o pesquisador. O estudo foi publicado na edição da revista Science, que já está circulando desde o último dia 1º de dezembro.

Os pterossauros formam um grupo extinto de répteis alados, que foram os primeiros vertebrados, a estabelecerem um voo ativo. Para isso, eles desenvolveram um extenso quarto dígito, (corresponde ao dedo anular), que se tornou a base de sustentação de uma membrana alar, além de ossos extremamente finos. Dessa forma, o seu esqueleto é bem frágil, o que dificulta a sua fossilização.

Análises com tomografia computadorizada demonstraram que nos animais recém-nascidos, os ossos vinculados ao voo ainda não estavam bem ossificados, ao contrário dos ossos das pernas. Tal fato sugere que pelo menos essa espécie de pterossauro, denominada de Hamipterus tianshanensis, desenvolveu cuidado parental, tendo os pais que cuidar de sua prole por algum tempo após o nascimento.

Outro ponto importante da descoberta é o fato de que foram encontrados, numa altura de 2,2 metros, oito camadas com concentrações de pterossauros, quatro delas contendo ovos. Cada uma representa um tempo diferente na escala de ano. Isso levou a conclusão de que esses pterossauros eram animais gregários, realizam a postura de seus ovos em grupo e possivelmente voltavam sazonalmente para a mesma região para porem seus ovos.

O público poderá conhecer a descoberta em uma peque exposição com réplicas de parte dos achados que estão expostas, desde o dia 1º de dezembro, no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Bairro Imperial de São Cristovão, no Rio de Janeiro.

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