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História e Colonização do Território

História e Colonização do Território

Pouco se sabe sobre os primeiros habitantes, as suas culturas e línguas. O nome Kariri costuma ser genericamente dado a vários grupos nômades que passaram pela região e, consequentemente, o lugar passou a ser conhecido como Cariri.

india kariri Kuta – Descendente da Tribo Kariri (foto em exposição na Fundação Casa Grande)

Há uma série de vestígios da população pré-histórica, como sítios onde foram encontrados restos de urnas funerárias e ossos humanos, pedras lapidadas e registros rupestres em cavernas e rochas, inclusive em áreas de grande beleza paisagística, como no sopé da Chapada do Araripe, oriundos de várias épocas e, como tudo indica, de populações diferentes.

Ainda que, na região, não haja mais um povo oficialmente reconhecido como indígena, a presença de elementos indígenas ainda pode ser conferida em traços culturais da população atual (hábitos de comida, como no uso do pequi e do urucum, habilidades artesanais, como cestaria em fibras naturais, como o Caroá, e uso de cerâmica, música, etc.).

Os primeiros colonizadores da região foram criadores de gado que seguiam as correntes de água para o pasto. Foram seguidos pelos missionários que tentaram atrair os grupos indígenas para se fixarem em lugares de catequese cristã e promover a pacificação. Assim, surgiram, entre outros, a Missão Velha e a Missão do Miranda, hoje a cidade do Crato, que precederam os primeiros núcleos urbanos do Cariri. Pela fertilidade do vale do Cariri, cresceu a atividade agrícola com a produção de vários gêneros alimentícios e, desde o século XIX, a cultura da cana-de-açúcar, que ainda pode se encontrada até os dias de hoje.

O Povoamento da Chapada do Araripe ocorreu por volta da segunda metade do século XVII. Várias vilas se emanciparam nos últimos três séculos, na seguinte sequência: Crato (1764), Jardim (1814), Barbalha (1846), Missão Velha (1864), Santana do Cariri (1885), Juazeiro do Norte (1911) e Nova Olinda (1957). Esses municípios, de seu aldeamento às emancipações, foram responsáveis pela primeira etapa da história econômica social e política da região do Cariri cearense.

No contexto patrimonial destaca-se, o município de Barbalha que apresenta edificações do período colonial, como o casarão Solar Maria Olímpia, Palácio 3 de outubro, a Faculdade de Artes da URCA, entre outros. Além disso, existe  a cidade de Juazeiro do Norte, que é um importante centro comercial  e religioso do Nordeste e a maior cidade do território do Geopark Araripe; no entanto todos os municípios apresentam belas igrejas e capelas da época de suas fundações.